21/04/2014

PXE no MIS - testando a credibilidade do decreto do Graffiti #PXENOMIS

Acordei cedo no domingo de Páscoa disposto a pintar uma parede em Copa, sabendo que o estabelecimento mais próximo estaria fechado. Fui dar uma olhada antes e constatei que tudo estava aberto e desta forma, a probabilidade de ser impedido seria grande. Continuei andando até a praia e de longe, já avistei o escritório do MIS, aquele "barracão" roxo e lilás no meio da calçada. Taí um lugar que eu estava afim de pintar faz tempo e já tinha comentado isso com o ACME, na última vez que o vi. Saquei a parede de perto e já fui pra casa pegar as tintas. Quando voltei carregado com as latas, escada e todo equipamento na mão, já não me sentia tão tranquilo quanto antes. Dobrei a esquina e fui direto pra parede, encostei a escada e aproveitando a única sombra a uns 5 metros de distância, posicionei minha câmera.



Liguei e comecei a jogar o latéx na frente da lente. Tirei uma foto da parede ainda virgem e fui em sua direção com rolinho e bandeja na mão. Decidi desenhar apenas parte de uma arte recente, um pássaro que vejo bastante na Lagoa. Comecei por baixo, mas acabei logo subindo a escada pra ver até onde eu podia ir.


"Dois Zoin" by PXE
Baixe a versão A4 AQUI!

Os três primeiros minutos foram bons pra esquecer do mundo, mas o desenho era um borrão só...rs. Comecei a usar o spray, depois usei o rolinho pra acertar e acabei tomando quase toda a superfície roxa de branco, pra voltar no spray e lançar o rabisco definitivo. Saí de casa ainda nublado e nesta altura do campeonato, derretia de camisa preta sob o Sol escaldante.


 Gastei uma hora lá, deixando a arte pronta em preto e branco. A primeira parte da missão já tinha sido cumprida e por incrível que pareça, ninguém veio falar comigo.


Empolgado com tal façanha, perdi algumas horas criando um vídeo teaser. A demora pro almoço foi recompensada pela melhor lasanha da minha vida, com gostinho de vitória.


Acabei sequelando no horário e só voltei à noite, dando os toques finais no escuro, porque a luz mais próxima encontrava-se apagada. Já tava bonito, mas eu sabia que ainda tinha o que fazer e deixei pra voltar no outro dia...

Acordei cedo na segunda, tomei um café rápido e já fui pra parede. Quando dobrei a esquina, vi um carro parado bem na frente do graff. Como havia espaço pra colocar a escada, nem esquentei. Comecei a rabiscar com o pilot e logo surgiu um carão no portão ao lado. Dez segundos depois, veio o segurança com aquela ladainha de sempre sobre autorização. Falei que tava autorizado pela lei já que o barracão do MIS não era um patrimônio histórico. Visivelmente revoltado mas ainda gentil, o segurança me pediu pra descer da escada. Não consegui convencê-lo a fazer meus retoques e ainda ouvi do próprio que meu graff seria apagado. Acabei não tirando nenhuma foto boa por causa do carro, mas sem me abalar, voltei pra casa.

Depois do almoço, encontrei uma rapaziada mexendo no carro e pedi que chegassem alguns metros pra frente, me dando a chance de pelo menos fazer a foto. Troquei idéia com a galera da obra que estava por lá, fui parabenizado e fiz a foto que precisava. A verdade é que todo mundo curtiu, menos o segurança (outro), que falou que eu tinha que ter pedido autorização, blá blá, blá...Com os pilots na mochila, discretamente aproveitei pra lançar a data e hashtag #PXENOMIS

Voltei à noite, portando os pilots e fiz os últimos acertos, subindo direto na muretinha.


Além da adrenalina de ser o primeiro a pintar num lugar onde ninguém imaginava (ou teve peito), a campanha #PXENOMIS tem outro motivo. Desde o início das obras do museu em Copacabana, o bairro onde vivo e que concentra grande parte da minha arte, venho cogitando o MIS como um lugar para minha primeira exposição individual. O primeiro passo já foi dado! ;)

 #PXENOMIS

"Considerando que o graffiti, desde que sem prejuízo ao patrimônio público ou histórico, sem cunho publicitário (ref. a marcas ou produtos), sem teor pornográfico, racista ou de outra forma preconceituosa, sem apologias ilegais e ofensas religiosas é reconhecidamente uma manifestação artística cultural que valoriza a cidade e inibe a pichação."



Nsa. Sra. de Copacabana, entre Bolívar e Barão de Ipanema

"O guapuruvu" versão roots
Nsa. Sra. de Copacabana, na pracinha da Dias da Rocha.

PXE feat. DEL tha FUNKEe Homosapien

 De qualquer maneira, o decreto 38307 está valendo! Duas noites antes do "ataque" no MIS, pude comprovar sua eficácia...

Agradecimentos a DEL (tha FUNkEe Homosapien), Sr.Antônio, Stephen Malkmus, ACME, Copacabana Art Lovers



08/03/2014

PXE: lançamento mundial....hahaha!


Maria e Joana, as criaturas mais lindas do mundo, me inspiraram 
a fazer um lançamento mundial, ou melhor, dois!






Baixe e viaje!

#pedradaGavea

07/03/2014

A maldição do bamba

O carnaval 2014 acabou oficialmente há dois dias atrás e em plena sexta feira chuvosa, me senti na obrigação de blogar. Pensei em fazer isso ontem à noite, mas comecei a estampar super inspirado, aproveitando algumas blusinhas da Galpão 51, que estavam há um tempo por aqui esperando uma tinta.



A inspiração foi tanta que a "Hindu Kush" #12 (a verde) foi vendida antes mesmo de chegar na Ultra 420, mas a #10 e a #11 seguiram seu caminho e ainda estavam lá até 17h. (Pode ser que já não estejam mais enquanto você lê esse post).

De volta ao Carnaval, aproveitei as ondas na frente de casa, ensaiando um retorno ao mundo do surf, iniciado alguns sábados atrás na Rocinha Surfe Escola. Saí de casa pensando num curso revolucionário de arte e graffiti e acabei surfando com a molecada da escolinha.

O Ricardo 'Bocão' da Rocinha, fundador da RSE e PXE
foto: Zack George

Depois do surfe, passei um exercício simples pra galera fazer em casa e pedi pra todos assinarem a primeira "folha de presença".

Outro assunto do dia era uma arte para a banda americana Slightly Stoopid, prestes a aterrisar no Brasil para uma mini tour na Região Sudeste (Rio, SP e MG). Incrivelmente, o Rio não ficou de fora!

Zack, um americano residente no Rio, fã das minhas artes e velho conhecido da Slightly Stoopid, fez a conexão. Mandamos um e-mail com algumas artes, eles curtiram. Comecei a rabiscar.

Caveiras, mulheres, maconha e praia são elementos quase obrigatórios em todas as artes feitas pra eles. Já que BH e Sampa não tem aquela vibe de Ipanema, decide optar por algo que representasse bem o Brasil além das belezas naturais: a caipirinha!



O primeiro layout acabou lembrando de certa forma, uma arte que eles haviam aproveitado pra usar aqui, e foi descartado. Resolvi ir além da caipirinha, acrescentando alguns clichês que reforçam a imagem do "turista", que vem ao Brasil achando que vai encontrar floresta e bichos em todos os cantos.






Com o conceito definido na cabeça, o maior desafio de todos era desenhar a caveira e sem modelo, tive de usar a imaginação e apelar para várias fotos da internet, pra construir cada pedaço. Depois dessa etapa, fiz a camisa e a câmera separadamente, trocando os hibiscus pela folha da maconha e utilizando a Canon F-1 da família, pra dar um toque vintage. Tentei desenhar as mulheres no copo original, mas diante do espaço reduzido, parti pra outra folha. A favela também desenhada à parte, encontrou seu lugar espremida acima do ombro esquerdo. Juntei tudo no photoxepa e pintei como se tivesse 6 anos de idade.

O melhor de tudo pra mim foi chegar nesse resultado, que apesar de surpreendente, parece não ter surpreendido a banda. Talvez tenha sido a falta de tempo, mas sem ter o que esperar, batizei esta arte com o nome "Caipirinha 220V" e publiquei ontem (06.03.14) na fanpage do PXE.

Carnaval 2011

E seguindo a tradição de Carnavais passados, muitas vitrines de lojas foram cobertas por tapumes em Copacabana e claro, eu não podia deixar que isso passasse batido. Resgatei os últimos mls de latex branco e fui até a Bolívar, relembrar a festa de 2011, quando lancei a arte "Vai e volta", inspirada numa lenda urbana.


Para o Carnaval 2014, troquei as caveiras pelas sereias. Ainda nos primeiros minutos, uma menina francesa falou que essa arte lembrava algo do Matisse. Falei que poderia ter me inspirado inconscientemente e emendei bem humorado: "Talvez eu fosse Matisse noutra vida. Mas eu não sou Matisse. Sou o PXE!"


Voltei pra casa lembrando de um som da Nayah, a música "Tudo que eu quero", um reggae bonito do último disco, "Siga o vento". Baixei o som, editei e publiquei o vídeo no mesmo embalo, antes de partir pra missão reggaera, com direito a um rolé (a pé!) pelo Catete, Glória, Santa Teresa, Morro dos Prazeres, Cosme Velho, Laranjeiras, Catete e finalmente de volta pra casa. UFA!

"3 sirenas" by PXE


Agradecimentos: 
Bocão, Claudia Boddy, Zack George, Julia Chanin, Jane Belfort, Luan Rocha., Juliana Cazes,
NEW Modulados e Nayah



PS: é noise no instagram da Slightly Stoopid!

"Stoked to be in Brazil for a few shows. Killer show art from PXE"


Special thanks to Zack George and Slightly Stoopid

02/02/2014

Salve a arte urbana!

Dormi bem de sábado pra domingo, na esperança de sair pra pintar de madrugada mesmo, caso acordasse. Às 5:20h levantei, ainda sonolento. Já tinha todo o material separado, mas diminuí a quantidade de latas de 15 pra 5. Tomei um café rápido e saí de casa às 5:55, com uma mochila, uma escada e um balde de látex vermelho quase acabando. Atravessei 8 quarteirões (ou 1,4 km) em menos de 15 minutos, andando o tempo todo pela Barata Ribeiro e finalmente, entrando na Nossa Senhora de Copa pela Santa Clara, quando pude ver aquele colorido inspirador do Sol nascendo na praia.

Já no pico, encostei a escada e a mochila num canto e fotografei a parede. Numa questão de segundos, senti que era observado. Fingi que não era comigo (rs...), mas já me preocupava com qual desculpa daria pra iniciar a pintura. Por acaso, tinha algumas fotos de um graff recente de Ipanema e imediatamente mostrei ao segurança, avisando que eu iria fazer uma arte ali. Com um sinal de ok, parti com tudo e acho que, meio emocionado, peguei apenas os primeiros 15 segundos da ação- o tempo de subir os 5 degraus da escada com o balde na mão - que só fui descobrir depois do látex lançado....



Fiz a primeira marcação com azul escuro, corrigi os erros com latéx e praticamente redesenhei tudo do zero com outra cor. Por volta de 7:20, a arte já tinha uma cara, mas precisava de mais cores. Guardei a escada no prédio vizinho e fui em casa buscar mais latas, aproveitando pra tomar um café da manhã decente. Voltei com mais uma bolsa de lona, totalizando umas 15/16 latas/cores diferentes. Por volta de 9h, lancei um prata em volta da arte e depois, me dediquei a colorir os inúmeros círculos da arte enquanto centenas de pessoas passavam pela Nossa Senhora de Copa. Uma senhora me perguntou como eu conseguia fazer círculos tão perfeitos e acabou testando o spray pela primeira vez na vida, num canto da arte.

19 cores

Au revoir, Rio!
Fernanda e "O guapuruvu" sobre canvas

Outra me perguntou quem bancava todas aquelas latas e acabou conhecendo o “Guapuruvu” que foi pra Paris “in canvas”. Tirei foto com  turistas brasileiros e vi muitos flashes pipocando atrás de mim, acompanhandos dos mais variados sotaques. Conheci uma jovem francesa que já estava no Rio há 6 meses e morando em Copacabana, já conheci minha arte. Até dos ônibus que paravam ali perto, eu ouvia elogios. O mais engraçado é que não havia assinado, mas ouvi PXE da boca de 2 pessoas diferentes: uma amiga fotógrafa passeando com a família e um senhor de Copa (que me conheceu durante a realização da última arte), se declarou fã e ainda fez questão de rasgar o pequeno cartaz (Só Jesus expulsa...) que enfeiava a cena.

O reflexo da arte impressionava mais ainda

Enfim, tudo corria perfeitamente bem, até o aparecimento de uma menina que se dizia síndica e perguntava quem tinha autorizado aquela pichação no prédio de sua família. Enquanto isso, um rapaz que estava com ela, fotograva a arte...rs. Perguntei pra ela se aquilo era uma pichação mesmo e ela me respondeu “desenho”. (Foi aí que reparei o plástico filme no braço direito, provavelmente, uma nova tattoo. Por alguns segundos, me perguntei se ela sabia porque tinha uma tattoo no braço, se ela era verdadeira apreciadora da arte.) Voltando ao bafafá, falei com todas as letras que não tinha autorização, mas que tinha ouvido centenas de elogios, etc e ela era a única pessoa que não havia curtido. Prometi cobrir a arte com latéx e ouvi um “é isso que eu quero”, pois ela iria “alugar”a parede. Depois dessa, ela sumiu. Aproveitei pra assinar a arte, arrumei as coisas e ao sair, fui parado por 2 seguranças que surgiram do nada, mas nem tocaram em mim, pois avisei que iria resolver a questão na segunda, comprando um balde de látex e um corante. Ainda aproveitei pra deixar um recado pra "dona do prédio" tirar aquela tattoo do braço, pois ela provavelmente nem sabia porque estava usando...

Saí meio revoltado, mas rindo de tudo ao mesmo tempo. Gastei muita tinta, como sempre do meu bolso, e não completei a missão. Frustrante, mas...A recepção da notícia em casa também não foi das melhores.

Na praia, encontrei uns amigos do skateboard e trocando idéia, outro brother que nem conhecia, tocou no assunto do graff, também revoltado com a possibilidade de ver a arte ser apagada. Contei a história toda e foi aí que meu brother Maurício levantou a seguinte questão...

Por que o HSBC não aluga essa parede e salva essa arte?


E antes de partir pro latéx, resolvi dividir essa história com o resto do mundo, na esperança de salvar a arte. E acredite, você também pode ajudar, compartilhando esta história ou o álbum desta arte nas redes sociais com a tag #salveaarteurbana direcionada ao Banco HSBC. Se preferir, tire uma foto sua e publique com esta tag e não se esqueça de direcionar pra mim!

meu instagram/twitter: (@marciopxe)
twitter: @HSBC_Atende
facebook: facebook.com/HSBCBrasil

Dependendo do que acontecer, volto à parede pra finalizar a arte em vez de apagá-la pra sempre.

O guapuruvu by PXE feat. Lloyd Cole

Enquanto isso, baixe "O guapuruvu" em A4 (21x29,7cm) e divirta-se!


Pra fechar esse post, não podia esquecer do Street Art Jam Session - Surfrider Foundation Brasil, evento irado que participei na semana passada e como o próprio nome já diz, foi uma street art jam com nomes de peso da street art carioca em prol da Surfrider Foundation, uma das ongs mais importantes na lutas pelos oceanos e praias.


Idealizado pela Montebelo, a SAJS teve sua primeira edição realizada em Paris no ano passado e no Rio, contou com apoio da Conexão Cultural e ainda teve a participação do pessoal da Rocinha Surfe Escola. Num domingão clássico de sol, no Pontão do Leblon, pico de direitas cabulosas, eu e outros 5 artistas - Rafo Castro, Cela Luz, Marcelo Ment, Bruno Big e o "wildcard" Pedro PNG - fizemos intervenções com as maravilhosas canetas Posca, sobre fotos de surf impressas e montadas em telas. Infelizmente, nosso brother ACME não pôde comparecer. Em breve, todos os quadros das 2 edições serão expostos numa loja Osklen (em algum lugar da Zona Sul que não lembro agora) e serão levadas em seguida pra Viena e Berlim, onde acontecerão as próximas edições.



Street Art Jam_Surfider Foundation na Revista Surfar

 Street Art Jam_Surfrider Foundation no Waves

Clique na imagem abaixo para ver o vídeo do evento, filmado pela Manoela 
(de apenas 10 anos), irmã de PNG!

Agradecimentos:

Seguranças do HSBC Nossa Senhora 591, Sr. Adriano e o porteiro da manhã, Beatriz Martins, Virgínia, Maurício de Martino, Copacabana Art Lovers, Lloyd Cole, Fernanda Hinke, Raíssa Couto, Manuela Colombo, Demian Smith, ACME, Rafo Castro, Ment, Bruno Big, Cela Luz, Pedro PNG + Manoela, Bocão + Rocinha Surfe Escola e João Cezimbra.

17/01/2014

a primeira CHuva do ano!

Saí de Ipanema com o sudoeste. Fui pelo calçadão e quando cheguei em Copacabana, tive a brilhante idéia de tomar um banho de chuva. Acelerei o passo na intenção de deixar a mochila com o material que não podia ser molhado. Entrei no prédio com as primeiras gotas e em casa, fui direto pro banheiro, trocar o short pelo long John. Depois daquele sufoco básico pra passar os pés pelas pernas de neoprene (colocando um saco plástico nos pés fica mais fácil), montei o “equipamento” à prova d´água, coloquei a câmera dentro e já comecei a gravar. A idéia inicial era tomar o primeiro banho de chuva do ano na praia, evoluiu para entrar no mar de prancha e dar umas remadas e finalmente, filmar tudo. A prancha ficou em casa.

Dei o play e já comecei a gravar. Fui ao banheiro pra apagar a luz e dar um alô/tchau no espelho. Voltei pra matar o resto da água que levei para a praia e saí de casa cantando “The end” do Doors.


Ouvia meu nome cada vez mais baixo enquanto explicava o que ia fazer, descendo a escada. Pisei na rua e meus dreads pesaram. Fui na fé, observado por todos. Era o único que desbravava a chuva como se fosse parte dela. Além dos aparatos “de ponta” que me destacavam da massa.

Esse long-john relíquia da Mormaii ainda me serve. Desde 1994!

No caminho, botei pilha em duas gringas lindas pra tomar banho de chuva, mas continuei andando. O sinal abriu e continuei até pular nas areias da Princesinha do Mar. Raios por toda parte. Pensei na possibilidade de ser eletrocutado por um deles dentro d´água, mas tava muito afim de boiar e documentar a chuva. Relaxei, mas a paz acabou quando avistei um saco plástico. Sacanagem! Me atrapalhou bastante, mas não podia deixá-lo ali (e joguei no lixo satisfeito!). Ainda curti mais um pouco, filmei umas 4 pessoas entrando na água e finalmente saí. Voltei na intenção de buscar a prancha pra aproveitar as merrequinhas e reencontrei as gringas ainda debaixo da marquise. Acho que todo mundo na verdade...rs. Exceto o RUNK, que passou desbravando de bike pela rua e mandou um salve. Outro brother debaixo da marquise falou comigo. Voltei com a câmera desligada, mas ligeiro pra tentar surfar. Na frente do prédio, uma cachoeira. Entrei filmando, mas perdi essa parte. Descarreguei os filmes ainda encharcado e encarando o céu escuro pela janela, decidi deixar o surf pra outra hora. Por enquanto. ;) 

a primeira CHuva do ano
another EXPerimental movie by PXE

"Vai chover, vai parar"


14/12/2013

Ô Sorte!

Sexta-feira, 13. Acabei de voltar da rua e parece que o dia vai acabar bem, apesar da canseira. Passei umas 3/4 horas em Ipanema, colorindo um graff novo não planejado.

Ottis x PXE ( 2º dia e continua...)

Antes disso, já havia terminado mais uma tela (pra futura exposição), que além da bela lasanha que fiz hoje, me deu uma felicidade extrema, daquelas que dinheiro nenhum pode comprar.
 Eletreec by PXE 
76x88 cm
spray + nanquim sob madeira

 Ilha de lasanha cercada de salada por todos os lados. 100% vegetariano!

Alguns dias atrás, tive mais uma dessas surpresas, com um post de uma amiga no fb dizendo: “Hey, Talib Kweli tá dançando na frente da sua arte!”. Fui logo ver e descobri que Talib Kweli, um dos rappers mais punks dos EUA, esteve no Rio de Janeiro gravando um clipe com Seu Jorge, outro monstrão. A maioria das cenas se passa em Copacabana, mas é no Flamengo que nosso amigo aparece dançando. Em frente à arte “Tapes” (ou “Vynil sunset over plastic fields”), com direito a vários takes. Máximo respeito!

Talib Kweli no Flamengo, PXE no muro!!!

FAVELA LOVE

Fazia tanto tempo sem blogar, que dois novos PXE apareceram em Ipanema. A sereia misteriosa ficou quase na esquina da Farme. E o elefante mais punk de Copa, ganhou sua versão na Vinicius.

Foi numa tarde de novembro, logo depois de um vento sinistro, que saí em busca de autorizações, tamanha era a fissura de pegar algumas paredes vagas em Ipanema. Primeiro, passei na Vinícius e falei rapidamente com o porteiro. Três dias depois, já tinha uma carta escrita à mão e as cópias da arte e da nota na Vogue. Só entreguei 20 dias depois...rs. Em menos de uma semana, recebi um e-mail da síndica dando o ok e na mesma noite, parti pra pintura. Mas ainda não terminei.

FUN!
A pintura da sereia foi na mesma noite do vento sinistro, mas cercada de mistérios. Supostamente, a parede estava prometida para outro artista, que chegou pra pintar 20 minutos depois da minha chegada. Na mesma noite, conheci  um designer/ ilustrador figuraça de Brasília (se eu não o visse pela segunda vez, iria jurar que era um gnomo..rs), que fortaleceu água, escada, além de bancar o DJ/fotógrafo da ação.

pic by Thiago Alencastro

Olha a cara de felicidade do Popeye! ;)

Já ia esquecendo do MOF, mas como foi o meu primeiro, não dava pra sequelar. Quase tudo deu errado, mas no final, foi irado! Acordei cedão, mandei um café da manhã bonito e às 9.20, já estava no JB, "esperando a van". Como ela não apareceu, fechamos um táxi até Caxias (PXE, GAB, USR e SWAG), que nos deixou na pracinha bem na hora que a chuva apertou. Algum tempo depois, já estávamos na quadra principal do evento, esperando a chuva passar.
 Uma hora depois, achamos o pico perfeito bem perto dali, mas era uma igreja. Rodamos todo o lugar, batendo nas portas até encontrar o Cabelo, local super gente fina, que nos cedeu um belo espaço, mas exigiu a inclusão de um Papai Noel, que acabou não saindo. Ao som do DJ Robinho (nunca peça pro DJ Robinho abaixar o som!), a galera castigou na arte e ninguém lembrou mais do "bom velhinho". Deixei o rough de presente pro nosso anfitrião e parti pra curtir o evento (e deixar um tag perto da quadra). 

Encontrei o Chico (Hilbe), que nos ofereceu uma carona, mas não sem antes se perder no labirinto da V.O. Brutto completou o bonde da excursão e juntos, achamos a tal pracinha Humaitá, e de lá, fomos teletransportados até o B.G. Que domingo!

11 caps by PXE
feat. Ruth Ruth

O boneco de neve veio passar o verão no Rio e todo dia canta:" O Sol, há de brilhar mais uma vez..."