8 de set de 2013

O dia em que a Vogue salvou meu pescoço

Agosto foi bastante produtivo. Como pode se notar, zero postagem! Mas pelo menos, dei um gás forte nas artes pra continuar sonhando com aquela futura exposição. O melhor de tudo foi finalmente dar cara a cada suporte que por um bom tempo foi uma “madeira encostada”.

Não lembro quantas artes juntei nesta foto (entre completas e incompletas), mas posso dizer que faltou tela e acabei apelando para os quadros da coroa. 

 De Rhodes a PXE
 Última foto antes dos retoques finais

O reencontro dela com o quadro “renovado” não foi dos melhores e o que me salvou (risos)
foi uma nota no site da Vogue, anunciando um live painting para a grife italiana M. Missoni na VFNO, um grande evento de moda que rola em 5 capitais brasileiras e aqui no Rio,
será realizado no dia 17 no SãoConrado Fashion Mall. 

 
Um dos primeiros quadros finalizados dessa leva foi “Danny, the boxer”. A idéia  surgiu depois que vi uma foto de um filhote de Bull terrier postada aleatoriamente no facebug. O que mais me chamou atenção foi a postura “cheia de marra” do cãozinho. Lembrei de cara do Bull terrier que ilustra a capa do “Danny, the dog”, trilha sonora do Massive Attack para o filme "Unleashed", que supostamente teria o mesmo nome. O cãozinho era um personagem pronto em 4 patas e eu o tornei mais “humano” na pele de um lutador de boxe, ou “boxer” em inglês, que também indica uma raça canina.

Depois de 3 esboços, resolvi criar um “irmão gêmeo” do Danny, aproveitando dois suportes de medidas exatas e registrei a evolução das artes, mas só finalizei a primeira versão por enquanto.


Mas nem só de tela vive o artista, então tive que ir pra rua e pela terceira vez, lancei uma arte no meu muro favorito no Arpoador, que estava branquinho, sem qualquer vestígio da última arte feita por lá, em parceria com Bryan, o maguinho do stencil da FamíliaNata.

 
Bryan ensinando a técnica do stencil

 PXE em sua parede predileta no Arpex

Parti sozinho, posicionei a câmera e em menos de 15 minutos, já tinha acabado. Voltando pra casa, ainda arranjei energia pra dar um refresh em algumas caixinhas, pintar um tapume e ressuscitar o SfromSHANNA, fazendo uma intervenção artística mais apropriada ao título dos cartazes da artista que só pensa no sucesso, mas não respeita outras artes e vem sujando as ruas da zona sul  por mais de uma década. 


Ainda na mesma madrugada, acabei meu 75 º filme e pela primeira vez, não usei uma trilha sonora. E a repercussão foi ótima, com 400 views só na primeira semana.
 
Acabei lançando uma versão alternativa com um som clássico da banda punk X, o da Austrália (não confundir com o X de Los Angeles!). 


E nas últimas semanas do mês, iniciei dois projetos paralelos: uma arte pra galera da Ultra 420 usar na Cannabis Cup carioca e o conceito de capa do primeiro cd do Rafael Sadan, rapper baiano residente no Rio. 

Pra Ultra 420, pensei numa viagem com a planta e os gorilinhas mascotes da marca. E depois de uma semana de muitos rabiscos e correções, descobri que desenhar a planta dá mais trabalho que fumá-la. Ainda confirmei sua popularidade nas redes sociais com tantos elogios, compartilhamentos e visualizações, alcançando números até então inimagináveis.

Refresquei a mente pensando num novo vídeo, com o segundo filme realizado na volta do Arpex. A trilha sonora “caiu do céu”, com um cd pirata da banda americana Tillmans Ridge, mas como o som era muito bom, achei um desperdício “queimar cartucho” com um vídeo razoável e apenas uma música.

 

Danny ganhou um filme com 5 pedradas do Tillmans Ridge, inclusive uma daquelas que ouvi pela primeira no filme “Sons of Fun” da Billabong, numa tarde de verão em Saquarema, no ano de 1992. Enloqueci com as músicas do filme todo, acabei conhecendo na mesma leva, The Celibate Rifles, Mary´s Danish e outros que não lembro agora. O mais doido é que o nome da banda saiu com a grafia errada (Tillermans Ridge) nos créditos e por uns 10 anos fiquei à procura do som até finalmente descobrir o nome certo, já que a Internet e os mecanismos de busca não eram tão eficientes há 21 anos atrás.


 Acabei achando outros sons e os nomes das músicas num soundcloud e a última do vídeo,
virou hidden track (aquele som que você descobre acidentalmente,
escondido na última música de um disco), com as cenas do tapume de Copa.
 
29,7 x 21 cm

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